Polícia Civil do Pará incinera cerca de uma tonelada de entorpecentes em Marituba

A Polícia Civil do Pará incinerou, na manhã desta segunda-feira (11), cerca de uma tonelada de drogas, dentre elas maconha, cocaína e derivados. A incineração foi realizada em uma indústria de cerâmica, localizada em Marituba, região metropolitana de Belém, após autorização judicial.

Segundo o delegado Augusto Potiguar, diretor da Divisão Estadual de Narcóticos (Danarc), a maior parte das drogas foi apreendida no início deste ano e outra parte no primeiro semestre do ano passado, como resultado de operações policiais de combate ao tráfico de drogas. A incineração contou com as presenças de representantes do Ministério Público do Estado e Vigilância Sanitária

O delegado explica ainda que as drogas apreendidas passaram por perícia de constatação feita pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). "Após o resultado da perícia, é solicitada a autorização judicial para que posteriormente as drogas sejam incineradas", detalha o delegado.

Sobre o local de incineração, Potiguar explica que a queima das drogas é resultado de uma parceria com a empresa. "Fazemos pedido de liberação do espaço para que assim, as drogas sejam levadas ao forno, onde são queimadas em uma alta e elevada temperatura, impossibilitando que não reste nenhum tipo de resíduo das drogas", detalha.

A incineração contou com a presença da promotora da Vara de Entorpecentes do Ministério Público do Estado, Andréa Alice Napoleão. Ela explica que existe todo um procedimento para liberação e incineração das drogas. "Todas as apreensões de drogas são comunicadas ao Poder Judiciário pelo Ministério Público e posteriormente são descartadas", ressalta.

Ela destaca que a incineração de drogas é resultado de todo um trabalho policial de apreensão das drogas. Para tanto, salienta ela, será necessária a conclusão da perícia das drogas, para a produção de provas durante o processo. Em seguida, após a manifestação do Ministério Público, a Justiça se manifesta por meio da determinação para eliminar o produto, para que desta forma, as drogas não voltem a circular.

O farmacêutico da Divisão de Controle de Drogas e Medicamentos (ACDM), vinculada ao Departamento de Vigilância Sanitária (DVS), Hoberdan Monteiro, explica que o órgão tem uma função primordial para a sociedade, no que diz respeito ao processo de incineração das drogas e ao destino correto de resíduos de forma geral. "A parceria com a Polícia Civil e outros órgãos contribui para uma melhor eficiência na proteção da população, pois o destino correto de um resíduo evita agravos à saúde da população", finaliza.