Polícia Civil autua quatro mulheres por fraude no concurso de agente de fiscalização do Detran/PA

A Polícia Civil do Pará autuou em flagrante, por envolvimento em esquemas de fraude durante o concurso público para agente de fiscalização de Trânsito, do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA), quatro mulheres, em Belém. Duas delas - Luna Bianca da Vera Cruz Nascimento e Dalilla Taiany Carvalho Coelho - foram flagradas com telefones celulares escondidos em suas vestes durante as provas. A outra presa - Graziela Quaresma Mendes - estava fazendo a prova com documento falso em nome de uma candidata regularmente inscrita no certame. A outra acusada é Katia Chagas Neves que foi flagrada por fiscais de sala com uma "cola eletrônica". Os procedimentos flagranciais foram efetuados na Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE).

As prisões em flagrante foram realizadas por policiais civis que integram uma Força-Tarefa do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), da Polícia Civil. A equipe policial conduziu as acusadas para a DIOE. Conforme o delegado Aurélio Paiva, da DIOE, as acusadas foram flagradas durante a realização do certame e presas assim que saíram das salas dos locais onde realizaram as provas escritas neste domingo. Elas estavam em quatro locais diferentes. Graziela Mendes foi flagrada enquanto realizava as provas se passando por uma candidata. Ela estava com uma Carteira de Habilitação falsa em nome de uma candidata regularmente inscrita no concurso. Já as candidatas Dalilla e Luna foram flagradas com dois pequenos telefones celulares escondidos em suas roupas.

Os aparelhos funcionavam como receptores dos gabaritos das provas por meio de vibração, o que configura crime. O detalhe é que no momento em que os policiais civis abordaram a candidata Luna Bianca, no lado de fora do local de provas, uma pessoa que a aguardava conseguiu fugir em uma motocicleta. A outra candidata presa - Kátia Neves - foi flagrada com um equipamento que funcionava como "cola eletrônica".

Segundo o delegado, o equipamento era formado por um cartão eletrônico e um fone de escuta, pelos quais, as respostas do gabarito eram repassadas por outra pessoa. Elas foram autuadas pelos crimes de fraude em certame de interesse público (artigo 311-A, inciso I, parágrafo II) e associação criminosa (artigo 288), do Código Penal. No caso da presa Grasiele, ela vai responder também por falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal) por ter se passado por outra pessoa. As investigações continuam, para identificar e prender outras pessoas envolvidas no crime. As presas estão recolhidas para passar por audiência de custódia na Justiça. Os procedimentos foram lavrados sob presidências dos delegados Aurélio Paiva e Claudia Renata Guedes, da DIOE.