MPPA promove operação “Bangkok” para combater fraudes em licitações

O Ministério Público do Estado, por meio de uma força-tarefa composta por promotores de Justiça com delegação especial da Procuradoria-Geral de Justiça para atuar em seu nome, com o apoio do GSI - Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional  e do GAECO - Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, cumpriu mandados de busca e apreensão em sete alvos, sendo cinco em Tailândia e dois em Marabá. Foram apreendidos nesses locais documentos, HDs, dinheiro em espécie e armas de fogo.

A ordem judicial foi expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, nos autos da operação denominado “Bangkok”, derivada de investigação que tem como objeto diversas licitações e cartas convites realizadas pela prefeitura de Tailândia.

Os alvos da operação em Tailândia foram a própria sede da prefeitura municipal, duas empresas (lojas) e duas pessoas físicas, sendo uma delas o próprio prefeito e uma secretária municipal, em cuja residência a equipe de promotores de Justiça e policiais do GAECO encontrou três armas de fogo ilegais, sendo uma arma calibre 12, uma .40 e uma 380. A promotora de justiça que atuou neste alvo deu voz de prisão para o marido da secretária e acionou o delegado de polícia de Tailândia, o qual compareceu ao local e conduziu o flagrado para os procedimentos de praxe. Não houve resistência à prisão. 

Em outro alvo localizado em Tailândia houve apreensão de dinheiro, no valor de 51 mil reais em espécie. 

Os alvos de Marabá foram as casas de duas mulheres ligadas ao prefeito de Tailândia.

Ao todo, agiram no cumprimento dos mandados onze equipes, cada uma chefiada por um promotor de justiça com o apoio de policiais militares vinculados ao Gabinete Militar do Ministério Público do Estado.

Além das armas de fogo e do dinheiro, houve apreensão de documentos referentes ao envolvimento das duas empresas alvo da investigação com processos licitatórios supostamente ilícitos realizados pela prefeitura de Tailândia, além de telefones celulares e HD’s, os quais seguiram para análise quanto ao conteúdo probante dos objetos da investigação.

Assessoria de Comunicação, com informações do Gaeco