Polícia Civil indicia por crime de tortura acusadas de agredir criança autista

A Polícia Civil indiciou, nesta quinta-feira (30), em inquérito policial, pelo crime de tortura, Marcileia Pinheiro da Costa e Manoela Caroline Pinheiro da Costa, mãe e filha, respectivamente. As duas foram filmadas enquanto agrediam fisicamente um menino autista de dez anos de idade, no interior do Centro Terapêutico A Fazendinha, localizado em Castanhal, nordeste paraense. O inquérito foi instaurado pela delegada Lidiane Pinheiro, da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), de Castanhal, no último dia 23, para investigar o vídeo que "viralizou" nas redes sociais, no qual Marcilea (dona do Centro) e Manoela (terapeuta ocupacional), agridem fisicamente a criança com tapa e ameaças de agressão com um cinto.

Na conclusão do inquérito, a delegada indiciou as acusadas pelo crime de tortura previsto no artigo 1°, II, Parágrafo 4°, II, da Lei 9.455 de 1997, por crime de tortura, por submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. A pena prevista é de dois a oito anos de reclusão. No parágrafo 4°, da mesma Lei, a pena é aumentada de um sexto até um terço, se o crime é cometido contra criança, gestante, deficiente e adolescente. 

Ao todo, foram ouvidas 14 pessoas, em depoimento, entre as quais, as duas acusadas. Elas admitiram as agressões, sob alegação de que pretendiam conter a criança. Além dos depoimentos, a delegada requereu a perícia do vídeo. A delegada encaminhou ofício aos órgãos, como a Vigilância Sanitária, requerendo a fiscalização do Centro Terapêutico. Com quase 150 folhas, o inquérito foi remetido hoje mesmo ao Poder Judiciário de Castanhal. (Polícia Civil)